Fiz mais duas viagens esse ano (e descobri que adoro viajar). Uma para Caldas Novas (GO), 3 semanas após voltar de Vila Velha (ES) e a outra para Pirenópolis (GO), mais recentemente. Voltei na semana do meu aniversário.
Voltei a conversar com uma amiga muito especial com quem eu havia tido alguns desentendimentos ano passado. Pensei que ela nunca fosse me perdoar pelas coisas que fiz e realmente já havia perdido as esperanças. Mas ela me procurou, conversamos e voltamos a nos ver e dar risadas, quase como antes.
No dia do meu aniversário, 5 de novembro, houve uma paralização de funcionários na Universidade inteira e não tive aula. Passei o dia com minha namorada e fomos ao cinema, à noite.
O segundo semestre foi meio chato na faculdade, com a ausência da minha namorada - que desistiu do curso (com meu total apoio) para mexer com música, que é o que ela gosta - e com a onda de desânimo que pegou geral, tanto alunos quanto professores. E sobretudo por uma matéria extremamente chata e uma professora ainda pior que conseguiu a proeza de fazer quase um terço da turma desisitir e ainda reprovou alguns - eu não reprovei por muito pouco: mais precisamente por seis décimos. Em geral, minhas notas esse semestre foram piores que semestre passado. Deve ser assim mesmo! Mas ano que vem promete: matérias legais, com professores melhores. Pelo menos assim eu espero!
Falando em esperança... Embora seja quase impossível não pensar nisso, estou procurando não fazer planos para 2009. Percebi que essa história de fazer planos para o próximo ano só tem servido para me deixar chateada pelo tanto que coisas que gostaria de ter feito e não fiz. Desta vez quero levar comigo para o ano que vem apenas a vontade de fazer de 2009 um ano melhor que 2008.
Vou ficando por aqui.
Boas festas e feliz 2009 para quem passar por aqui!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Retrospectiva - Parte 3
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Mariella
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terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Retrospectiva - Parte II
Logo no meu primeiro dia de aula fiquei encantada com o lugar - era ótimo, com pessoas ótimas e muito bonitas! Apesar de não ver nenhum rosto conhecido, me enturmei facilmente.
Fiz amizade rapidamente com algumas pessoas e com outras após um certo tempo. E (como se já não bastasse) foi alí que conheci minha namorada. A princípio não sabia quem era ela - começamos a conversar pelo orkut, depois msn... Só fui saber quem era, na segunda semana, em uma festinha tradicional de calourada - a Pizzada.
Nesse dia, conversamos bastante - o suficiente para ela achar que eu sou psicopata. Voltamos no mesmo ônibus, conversando. Na outra semana, saí para comprar materiais e encontrei com ela. Fomos juntas para o campus e almoçamos juntas. Ela me propôs cabular aula para ir ao cinema assistir Juno - filme que eu queria ver e que ela já tinha visto algumas vezes, mas ainda não no cinema. Fiquei na dúvida - sempre tinha sido muito responsável com tudo... Não era de matar aula, essas coisas - e ia deixar que uma pessoa que eu mal conhecia me levar assim, tão fácil, para o "mau caminho"?
Deixei. E nunca me arrependi. A aula que eu matei era meio chata e não perdi nada de mais. O filme foi ótimo. A companhia, ótima. Voltei tarde para casa com um sorriso de orelha a orelha, feliz e saltitante.
No dia seguinte, nos encontramos no intervalo e fomos dar uma volta no bosque do campus. Foi nesse dia que nos beijamos pela primeira vez. Depois disso, tornamos frequentantes assíduas do bosque. E após as aulas, voltávamos juntas e ficávamos enrolando no ponto de ônibus, ou dando uma volta, indo para uma praça, ou outro bosque... Até a hora que os ônibus começavam a passar mais vazios. Nos conhecíamos num rítimo acelerado, mas nos respeitando mutuamente.
Passamos por momentos tensos, mas divertidos, como a vez que tentamos nos esconder para namorar um pouquinho e fomos pegas por um guarda, ou as duas vezes que quase fomos expulsas de shopping por fazer coisas contra "as normas do estabelescimento" - lê-se sentar no chão por não haver assentos vazios.
Momentos indescritíveis, como todos os minutos da viagem para Vila Velha (ES). O ônibus, a praia, o mar, o acampamento, a barraca apertada e desconfortável, as festas, as bagunças, as noites, as comidas, a pedra, a caminhada de madrugada, o assalto divertido, o nascer do sol na praia, o cuidado com os machucados Dela, a última - e melhor - refeição ali, a viagem de volta, a chegada, Ela me trazer em casa de carro - a primeira vez que andei com ela dirigindo...
Na semana em que voltamos ela me pediu em namoro, mais precisamente na quarta-feira, dia 7 de maio. Eu, é claro, aceitei!
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Mariella
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Retrospectiva - Parte I
Já estou de férias há quase duas semanas. O tempo passou tão rápido! O mês já está quase acabando. O ano está quase acabando! E nessas horas, inevitavelmente, a gente pensa. A gente pensa no que fez, no que queria ter feito e não fez, no que não queria ter feito e acabou fazendo, no que pretende fazer...
Fiz coisas boas este ano. Aprendi bastante. Acima de tudo, vivi mais que em todos os outros anos.
Apesar de ter começado com pé esquerdo (fatos trágicos como o término de namoro, a perda de um bichinho de estimação a quem eu havia me apegado bastante e não passar no vestibular), minha vida sofreu uma reviravolta maluca e as coisas estão terminando (ou apenas começando) de uma forma completamente diferente - e diferente no bom sentido!
Viajei para um lugar que ainda não conhecia. Na verdade foi o segundo lugar que conheci fora do estado. Uma viagem curta - apenas uma semana - mas perfeita! Fazia dez anos que eu não via o mar. E, fora isso, foi ótimo para refrescar a cabeça das decepções que eu sofrera e acalmar a ansiedade da espera do resultado do vestibular.
Depois de uma fase depressiva pós-viagem assistindo Big Brother (eca!) no Pay-Per-View - que uma tia havia comprado sem querer enquanto viajávamos - o dia inteiro, comecei fazer cursinho e vivi umas três semanas de verdadeira vida de vestibulando. As coisas começaram a mudar e eu comecei a me sentir melhor. Até tentei me relacionar com outra pessoa. Não deu certo - não sei se foi porque ainda estava muito frágil, ou se realmente não era pra ser... Surtei. Tive uma overdose de sentimentos: raiva, pânico, medo, tristeza e coisas que eu não saberia descrever. Talvez tenha magoado pessoas - coisa que detesto fazer - mas precisava falar, ser sincera em relação ao que sinto, ao que quero e ao não quero - e não cometer erros que havia cometido antes, não falando coisas que deveria ter falado por medo de magoar gente, o que acaba acontecendo mais tarde, de forma bem pior.
Depois recebi, de surpresa, a notícia de que tinha passado na segunda chamada, na Federal daqui. A felicidade era indescritível.
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Mariella
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terça-feira, 2 de dezembro de 2008
(Tentei mudar algumas coisas que achava que não estavam legais... Só depois percebi que o que consegui foi me transformar naquilo que não queria ser.)
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Mariella
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