domingo, 31 de agosto de 2008

Androginia, sexismo, misoginia

Começou com meu corte de cabelo nesta quinta-feira - cortei-o bem curto (não tanto quanto havia pensado em cortar inicialmente, mas gostei do resultado), quase homenzinho - e na sexta-feira fui fazer um trabalho voluntário na creche onde minha mãe trabalha. Eu estava ajudando o pessoal com a decoração do pátio - que estava sendo feita com balões - quando um monte de crianças se juntaram ali para brincar de soprar bolhas de sabão. Algumas das crianças, ao me ver enchendo os balões vieram me perguntar o que eu etava fazendo, por que havia tantos balões. Então, uma delas, reparando no meu cabelo curto soltou, curiosa:

"Tia, tia! Você é homem ou mulher?"

Dei risada e respondi que sou mulher. Mas logo depois fiquei pensando sobre essa pergunta - que se repetiu mais duas vezes nesse dia, por duas outras crianças. Quer dizer que só porque meu cabelo está curto eu não pareço tanto mulher? Por quê?

É algo a ser estudado. Mas acredito que isto deve-se ao fato de que, até hoje, alguns pais passam para os filhos essas idéias sexistas que, para mim, não tem nada a ver e são completamente ultrapassadas e ridículas. Quer dizer, por que rosa é cor de menina? Por que meninos não podem brincar de boneca? Por que um pai de família, mesmo estando desempregado, não pode ajudar na limpeza e organização da casa enquanto a esposa vai trabalhar?

São coisas que estão mudando - até rapidamente, eu diria - mas ainda há muito disso em toda parte.

E vocês, o que acham?
Opinem!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

“Hey baby come round
keep holding me down
and I'll be keeping you up tonight

A four letter word got stuck in my head
the dirtiest word
that I've ever said
it's making me feel alright

For what it's worth, I love you
and what is worse, I really do
For what it's worth I'm gonna run run run
'till the sweetness gets to you
and what is worse, I love you(...)”

(The Cardigans, For What It's Worth)

(E isto não deveria doer desse jeito...)

E depois de todo esse tempo,
ela sentava no mesmo lugar,
pra ver a vida passar.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

я тебя люблю.

=)

domingo, 17 de agosto de 2008

Minhas aulas voltaram semana passada. Estou pegando oito disciplinas esse semestre: Estética Visual e Desenho Técnico I, na segunda; Formas Expressivas do Tridimensional na terça; Arte Brasileira e Arte Contemporânea na quarta pela manhã (matérias do 5º e 6º período que estou adiantando), Introdução ao Trabalho de Investigação e Arte do Renascimento ao Neoclassisismo, à tarde; e Desenho: Objetos e Paisagens na sexta. Na quinta tiro o dia de folga, mas ainda tenho as aulas de desenho no Centro Livre de Artes e começarei estudar francês aos sábados, a partir desta semana. Será uma correria esse semestre... Do jeito que eu gosto! Hehehe!
E fora a faculdade tem a vida pessoal que anda bombando freneticamente e, de maneira alguma, pode parar! :D

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

tens noção de como suas palavras "soam"?...

(elas parecem dançar, embora estáticas... e depois, de tão leves, levantam vôo e aterrisam com essa força espetacular [uma força que não machuca, muito pelo contrário] nos lugares mais aparentemente inatingíveis dessa parte mente [ou alma, como preferir].)

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

E um novo pensamento.

As palavras têm certo poder.
Ainda não sei muito sobre isso.

Mas espero...

Fim de férias e a montanha russa.

Não me canso de pensar no quanto os dias têm sido intensos para mim, de uns meses para cá. Minhas férias passaram incrivelmente rápido. Minhas aulas de desenho no Centro Livre de Artes já começam amanhã e a faculdade, segunda-feira da semana que vem.
O saldo é positivo: essa está entre as melhores férias que já desfrutei! :)



Hoje, mexendo em alguns arquivos antigos aqui no computador encontrei um texto que escrevi há quase dois anos atrás. Vou posta-lo:


“Procuro por algo. Nesse momento, por palavras que façam sentido. Acho que na verdade vivo em busca de algum sentido... E quanto mais me aproximo de uma suposta resposta, mais acredito que não há um sentido. Continuo em busca, então, do nada. E tento fazer disso um sentido...

Estou sempre me preparando para coisas que acredito que acontecerão. Mas por mais que me prepare, essas coisas sempre parecem me pegar de surpresa e me atingem com força. Por algum instante fico estática... Tentando entender, tentando, inutilmente, reagir. Com o tempo, vou voltando ao estado 'normal', mas a verdade ainda fica latejando na minha cabeça...

Recentemente, percebi que fugir de certas coisas, principalmente quando se trata de sentimentos, só nos faz dar voltas e mais voltas, para chegar sempre no mesmo lugar (ou nem sair dele). Então, nesse caso, o melhor é aceitar e aprender a conviver com isso. Afinal, lutar contra algo maior e mais forte é inútil. Mas qual é a utilidade de ficar parado, sem nada fazer, apenas esperando, apenas aceitando tudo?

Alguém disse que as coisas deveriam ser assim... As coisas deveriam ser assim. Não... Não deveriam. Deveriam ser como desejo. Queria ter o controle sobre as coisas, sobre minha mente, sobre meus sentimentos... Queria poder acreditar nas coisas que acho que acredito. Queria poder sentir. Queria poder amar. Queria poder querer. Não é que não me contento com o que tenho, ou que não dou valor a isso. Mas há sempre um vazio... Um enorme vazio. Uma vontade sufocante de sempre querer mais...

Uma vez li em algum lugar, não me lembro onde, que a vida é como uma montanha russa... É uma metáfora aparentemente tosca, mas que se encaixa bem com algo que sinto... Estou presa em um carrinho. Ele sobe lentamente. O mundo, ali em baixo, vai ficando cada vez menor, cada vez mais distante. O carrinho continua subindo... Parece estar cansado. Parece estar quase parando. Está inclinado e meu próprio peso me puxa para traz, fazendo minhas costas se encostarem no banco macio. Sinto-me confortável. Então, ele fica paralelo ao chão. Uma breve sensação de eternidade enche minha alma. Olho para baixo e sinto que posso ver o mundo inteiro. Olho para frente... Algo está errado. Não há uma continuação ali. Os trilhos somem logo na minha frente. Segundos. Prendo a respiração. Fecho os olhos... Sinto a queda. Caio velozmente, o vento cortando meu rosto, meu coração pulsando fortemente. E logo estou no ponto inicial... E logo estou subindo novamente. Lentamente. E logo estou caindo... Não posso me livrar desse lugar, não posso me livrar desse carrinho. Ou posso? Talvez exista uma saída. Conheço a saída. Mas temo buscá-la... Não quero buscá-la. Por isso tento acreditar que sempre há outra saída. E busco-a. Espero, sem muita fé, encontrá-la algum dia.”